Existencialismo Filosófico (Constantin Constantius) sticky icon

Por Constantin Constantius

Kundera escreveu um romance chamado "A Insustentável Leveza do Ser". Neste, um dos principais personagens (Tomas) vive um dilema crucial em sua vida. Tomas é médico e tem um estilo de vida liberal, orientado para o prazer. Uma vida cheia de aventuras sexuais com suas amantes, sem compromissos e sem ligações afetivas mais profundas, de amor. Porém, algo acontece e muda a sua rotina: ele conhece uma moça (Teresa) por quem sente um inexplicável amor.

A Coragem do Desespero na Arte e na Literatura Contemporâneas (Tillich)

A coragem do desespero, a experiência da insignificação, e a auto-afirmação a despeito delas, são manifestas nos existencialistas do século XX. A insignificação é o proble­ma de todos eles. A ansiedade da dúvida e insignificação é, como vimos, a ansiedade de nosso período. A ansiedade do destino e morte e a ansiedade da culpa e condenação estão im­plicadas, porem não são decisivas.

Fé: Extraordinariamente Ilógica (Kierkegaard)

Alguém pode vir a conhecer alguma coisa acerca de Cristo a partir da História? Não. E por que não? É porque Cristo é o paradoxo, o objeto da fé e existe somente para a fé. Não se pode conhecer com certeza nada acerca dele. Só se pode crer nele.  Você não pode conhecer nada acerca de Cristo a partir da História. Se alguém adquire sobre ele pouco ou muito conhecimento, isto não significa que ele seja realmente assim. A obtenção dos fatos históricos torna Cristo em alguém, exceto no que ele realmente é.

Paixão e Paradoxo (Kierkegaard)

Como devemos entender a verdade em termos de subjetividade? Aqui vai uma definição: A verdade é uma incerteza objetiva sustentada por uma apropriação pessoal com a mais apaixonada interioridade. Essa é a maior verdade que há para uma pessoa existente. Neste ponto onde a estrada divide, o conhecimento objetivo é suspenso e a pessoa possui somente incerteza, mas isso é precisamente o que intensifica a paixão infinita da interioridade.

Não Amarás (Kieslowski)

O filme “Não Amarás” do diretor polonês Krzysztof Kieslowski trata de forma delicadíssima (e original) a questão da comunicação entre duas pessoas que vivenciam um amor muito profundo.

Ficha Técnica
Título Original: 
Krótki Film O Milosci
Gênero: 
Drama
Duração: 
90 minutos
Ano: 
1998
Roteiro: 
Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Direção: 
Krzysztof Kieslowski

Babel (Iñárritu)

Segundo a Bíblia, com o fim do dilúvio, os animais saíram da arca, espalhando-se pelo mundo e repovoando-o. Os filhos de Noé deram origem às estirpes de homens que se espalharam pela terra. Todos falavam a mesma língua e se compreendiam, diferenciando-se por hábitos e aspecto.

Ficha Técnica
Título Original: 
Babel
Gênero: 
Drama
Duração: 
142 minutos
Ano: 
2006
País: 
México
Roteiro: 
Guillermo Arriaga, baseado em idéia de Guillermo Arriaga e Alejandro González Iñárritu
Direção: 
Alejandro González-Iñárritu

Claustrofobia da Subjetividade (Johannes Climacus)

Sou um claustrofóbico. Sim, tenho pavor de ficar preso em lugares fechados. Lembro quando criança, numa brincadeira junto com meus primos, quando minha tia trancou-me dentro de uma geladeira velha. Era uma brincadeira, mas para mim foi apavorante. A sensação de pânico invade o ser. Toda racionalidade dissipa-se do pensamento. A imaginação prevalece. A angústia faz-me sofrer antecipadamente pela falta de ar. O ser quer literalmente explodir. Experimentar a claustrofobia é como estar no Tártaro, fazendo companhia a Tântalo, Ixíon e Sísifo. Pois é um sofrer sem morrer.

A Fraternidade é Vermelha (Krzysztof Kieslowski)

Este filme encerra a famosa Trilogia das Cores de Kieslowski, encerrando também sua obra. Dois anos depois, Kieslowski morreria, sem filmar novamente. Como na contínua demonstração da força do acaso e da surrealidade das coincidências, que assumem um caráter quase mágico, sua obra derradeira remete a uma conclusão. E, assim, sua vida imita sua arte.

Ficha Técnica
Título Original: 
Trois Couleurs: Rouge
Gênero: 
Drama
Duração: 
99 minutos
Ano: 
1994
País: 
Polônia
Roteiro: 
Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz
Direção: 
Krzysztof Kieslowski

Não há Virtude sem Imortalidade (Dostoiévski)

... Há cinco dias, numa reunião em que se achavam sobre­tudo senhoras, declarou ele (Ivã Fiódorovitch) solenemente, no curso duma discussão, que nada no mundo obrigava as pessoas a amar seus semelhantes, que não existia nenhuma lei natural ordenando ao homem que amasse a humanidade; que se o amor havia reinado até o presente sobre a terra, era isto devido não à lei natural, mas unicamente à crença das pessoas em sua imortalidade.

Kitsch - Ideal Estético da Humanidade (Kundera)

O debate entre os que afirmam que o universo foi criado por Deus e aqueles que pensam que o universo apareceu por si mesmo implica coisas que vão além de nossa compreensão e experiência. Muito mais real é a diferença entre aqueles que contestam a existência tal como foi dada ao homem (pouco importa como e por quem) e aqueles que aderem a ela sem reservas.

Enquete

Qual destes filósofos da existência, você mais aprecia?:

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